16 de set de 2009

D0,1-Leia o texto abaixo.
CACHORROS
Os zoólogos acreditam que o cachorro se originou de uma
espécie de lobo que vivia na Ásia. Depois os cães se juntaram
aos seres humanos e se espalharam por quase todo o mundo.
Essa amizade começou há uns 12 mil anos, no tempo em que as pessoas
precisavam caçar para se alimentar. Os cachorros perceberam que, se não
atacassem os humanos, podiam fi car perto deles e comer a comida que sobrava.
Já os homens descobriram que os cachorros podiam ajudar a caçar, a cuidar de
rebanhos e a tomar conta da casa, além de serem ótimos companheiros. Um
colaborava com o outro e a parceria deu certo.
www.recreionline.com.br
(P04424SI) O assunto tratado nesse texto é a
A) relação entre homens e cães.
B) profi ssão de zoólogo.
C) amizade entre os animais.
D) alimentação dos cães.

D 2Leia o texto abaixo e responda às questões.
Caipora
É um Mito do Brasil que os índios já conheciam desde a época do descobrimento.
Índios e Jesuítas o chamavam de Caiçara, o protetor da caça e das matas.
Seus pés voltados para trás servem para despistar os caçadores, deixando-os
sempre a seguir rastros falsos. Quem o vê, perde totalmente o rumo, e não sabe
mais achar o caminho de volta. É impossível capturá-lo. Para atrair suas vítimas,
ele, às vezes, chama as pessoas com gritos que imitam a voz humana. É também
chamado de Pai ou Mãe-do-Mato, Curupira e Caapora. Para os Índios Guaranis, ele
é o Demônio da Floresta. Às vezes é visto montando um porco do mato.
http://www.arteducacao.pro.br/
(P04419SI) De acordo com esse texto, os pés voltados para trás da Caipora servem para
A) atrair suas vítimas.
B) despistar caçadores.
C) montar um porco do mato.
D) proteger as matas.

D3-Leia o texto abaixo e responda às questões.
O Feitiço do sapo
Eva Furnari
Todo lugar sempre tem um doido. Piririca da Serra tem Zóio. Ele é um sujeito
cheio de idéias, fi ca horas falando e anda pra cima e pra baixo, numa bicicleta pra
lá de doida, que só falta voar. O povo da cidade conta mais de mil casos de Zóio,
e acha que tudo acontece, coitado, por causa da sua sincera mania de fazer “boas
ações”. Outro dia, Zóio estava passando em frente à casa de Carmela, quando
a ouviu cantar uma bela e triste canção. Zóio parou e pensou: que pena, uma
moça tão bonita, de voz tão doce, fi car assim triste e sem apetite de tanto esperar
um príncipe encantado. Isto não era justo. Achou que poderia ajudar Carmela a
realizar seu sonho e tinha certeza de que justamente ele era a pessoa certa para
isso. Zóio se pôs a imaginar como iria achar um príncipe para Carmela. Pensou
muito para encontrar uma solução e fi nalmente teve uma grande idéia de jerico:
foi até a beira do rio, pegou um sapo verde e colocou-o numa caixa bem na porta
da casa dela.
FURNARI, Eva. O feitiço do sapo. São Paulo: Editora Ática, 2006, p. 4 e 5. Fragmento.
(P04471SI) A intenção de Zóio ao colocar um sapo na porta da casa de Carmela foi
A) ajudá-la a encontrar um príncipe encantado.
B) ajudá-la a cantar com voz mais doce ainda.
C) encontrar alguém para cuidar do sapo que vivia no rio.
D) fazer uma surpresa, dando-lhe um sapo de presente.

D5- Leia o texto abaixo e responda às questões.
O menor jornal
A jornalista Dolores Nunes é a responsável pelo menor
jornal do mundo. No dia 23, o micro jornal Vossa Senhoria,
da cidade de Divinópolis (MG), recebeu o certifi cado do
livro dos recordes, atestando que o seu jornal, com apenas
3,5 centímetros de altura e 2,5 centímetros de largura, é o
menor jornal do mundo. O jornal tem 16 páginas mensais,
tiragem de 5 mil exemplares e aborda diversos assuntos da
atualidade.
(P04464SI) O que signifi ca atestando?
A) Afi rmando por escrito.
B) Dando uma notícia.
C) Fazendo um teste.
D) Lendo com atenção.

D10- Leia o texto abaixo e responda à questão.
PRINCESA NENÚFAR ELFO-ELFA
Nasceu já bem pálida, de olhos claros e cabelos
loiros, quase brancos. Foi se tornando invisível já
na infância e viveu o resto da vida num castelo malassombrado,
com fantasmas amigos da família. Dizem
que é muito bonita, mas é bem difícil de se saber se é
verdade.
SOUZA, Flávio de. Príncipes e princesas, sapos e lagartos. Histórias modernas de tempos antigos. Editora
FTD, p. 16. Fragmento.
(P04462SI) A opinião das pessoas sobre a princesa é de que ela
A) é muito bonita.
B) é pálida, de olhos claros.
C) tem cabelos quase brancos.
D) vive num castelo.

D5- Leia o texto abaixo.
FRANGO COM QUIABO
Ingredientes:
500g de frango cortado
Suco cuado de 3 limões
3 dentes de alho amassados
Sal e pimenta a gosto
500g de quiabo
1 cebola grande cortada em cubos
3 tomates sem sementes, cortados em cubos
Salsinha a gosto.
Modo de preparo
Tempere o frango com a metade do suco de limão, os dentes de alho, sal e pimenta
e deixe nesse tempero por uma hora.
Lave bem os quiabos, corte as pontas, coloque-os em um recipiente e regue com a
outra metade do suco de limão.
Em uma panela, aqueça o azeite e doure os pedaços de frango. Acrescente a
cebola e os tomates e refogue em fogo baixo, mexendo sempre. Junte os quiabos
escorridos. Deixe cozinhar até que os quiabos estejam macios. Adicione a salsinha.
Sirva assim qe retirar do fogo.
(P04139SI) Este texto é
A) uma receita culinária.
B) a história de um frango.
C) uma instrução de jogo.
D) uma bula de remédio.

D7- Leia o texto abaixo e responda à questão.
05/05/2006
MARCELA,
vou levar as crianças para um passeio no Museu. Voltaremos
no fi nal da tarde, não se preocupe em preparar lanche para
nós.
Um abraço,
Mamãe.
(P04425SI) Esse texto serve para
A) dar uma notícia.
B) deixar um recado.
C) fazer um convite.
D) vender um produto.

D8- Observe o texto abaixo.
Maurício de Souza
(P04153SI) Na história, a mulher passa a perseguir o lobisomem. Isto aconteceu porque
A) o lobisomem não queria mais perseguir a mulher.
B) o lobisomem se transformou num homem.
C) a mulher não tem medo de lobisomem.
D) a mulher gosta de perseguir lobisomem.

D12- Leia o texto e responda às questões.
DÍDIMO, Horácio. As historinhas do mestre jabuti. Fortaleza: Edições Demócrito Rocha, 2003, p. 23.
(P04300SI) A casa que estava em pé desabou
A) por causa de um terremoto.
B) porque teve medo da bruxa.
C) porque era uma casa doida.
D) por causa das janelas abertas.

D15-Leia o texto abaixo.
A BONECA
Olavo Bilac
Deixando a bola e a peteca
Com que inda há pouco brincavam,
Por causa de uma boneca,
Duas meninas brigavam.
Dizia a primeira: “É minha!”
“É minha!” a outra gritava;
E nenhuma se continha,
Nem a boneca largava.
Quem mais sofria (coitada!)
Era a boneca. Já tinha
Toda a roupa estraçalhada,
E amarrotada a carinha.
Tanto puxaram por ela,
Que a pobre rasgou-se ao meio,
Perdendo a estopa amarela
Que lhe formava o recheio.
E, ao fi m de tanta fadiga,
Voltando à bola e à peteca,
Ambas, por causa da briga,
Ficaram sem a boneca...
Olavo Bilac, Poesias infantis. Rio de Janeiro: Ed. Francisco Alves, 1949, p. 31-32.
(P06116SI) No trecho “Que a pobre rasgou-se ao meio”, a expressão sublinhada referese
a
A) estopa.
B) peteca.
C) roupa.
D) boneca.

D19- Leia o texto abaixo e responda às questões.
O HOMEM DO OLHO TORTO
No sertão nordestino, vivia um velho chamado Alexandre. Meio caçador,
meio vaqueiro, era cheio de conversas – falava cuspindo, espumando como
um sapo-cururu. O que mais chamava a atenção era o seu olho torto, que
ganhou quando foi caçar a égua pampa, a pedido do pai. Alexandre rodou
o sertão, mas não achou a tal égua. Pegou no sono no meio do mato e,
quando acordou, montou num animal que pensou ser a égua. Era uma
onça. No corre-corre, machucou-se com galhos de árvores e fi cou sem um
olho. Alexandre até que tentou colocar seu olho de volta no buraco, mas fez
errado. Ficou com um olho torto.
RAMOS, Graciliano. História de Alexandre. Editora Record. In Revista Educação, ano 11, n. 124, p. 14.
(P04526SI) O que deu origem aos fatos narrados nesse texto?
A) O fato de Alexandre falar muito.
B) O hábito de Alexandre de falar cuspindo.
C) A caçada de Alexandre à égua pampa.
D) A caçada de Alexandre a uma onça.

D23- Leia o texto abaixo. (P04506SI) Essa tirinha é engraçada porque
A) Cascão não percebeu que o chão da casa estava limpo.
B) a mãe do Cascão não viu que ele entrava em casa.
C) as mãos do Cascão estavam tão sujas quanto seus pés.
D) as pessoas podem andar apoiadas em suas mãos.

D21-Leia o texto abaixo e responda à questão.
Conheça o robô que tem como local de trabalho
a maior fl oresta tropical do mundo!
Ele tem uma tarefa muito importante: cuidar da fl oresta amazônica. Esse guardião
é capaz de andar na água, na lama, na terra e na vegetação – e sem fazer barulho,
para não incomodar nem os animais nem os moradores do lugar. Ele também é
forte, agüenta até mordida de jacaré! E consegue obter dados importantes sobre a
Amazônia, além de coletar amostras do local. Ele é o robô ambiental híbrido Chico
Mendes.
www.cienciahoje.uol.com.br
(P04519SI) Leia novamente a frase abaixo.
Ele tem uma tarefa muito importante: cuidar da fl oresta amazônica.
Nessa frase, o uso dos dois pontos (:) serve para
A) anunciar uma explicação.
B) demonstrar surpresa.
C) indicar que alguém vai falar.
D) marcar uma pergunta.

D13-Leia o texto abaixo.
Folha de São Paulo, Caderno Folhinha, 24 de maio de 2003, p. 3.
(P06109SI) O texto que você leu foi escrito para
A) mulheres.
B) crianças.
C) viajantes.
D) desenhistas.


9º ano

D1- Identificar o tema ou o sentido global de um texto
Essa habilidade, mais complexa, requer do aluno uma série de tarefas cognitivas para chegar ao
tema. Para o sucesso dessa tarefa, é importante a observação dos tópicos textuais, a relação entre
os diferentes tópicos do texto, a recorrência de palavras e expressões e outros marcadores do
texto.
Os itens relativos a esse descritor buscam aferir a capacidade de identificar o núcleo temático que
confere unidade semântica ao texto.
Veja o exemplo de um item que avalia essa habilidade no 9º ano do EF.
Leia o texto abaixo e responda às questões.
Lambe-lambe
Por Márcio Cotrim
Nome de profi ssional que perdeu espaço na era da foto digital pode ajudar
a entender a evolução da imagem fotográfi ca
Os leitores mais jovens não devem saber o que é isso. A eles, já
explico. Anos atrás, “lambe-lambe” era o fotógrafo instantâneo querido
e popular que, trabalhando ao ar livre – geralmente em jardins públicos
–, produzia, com pouquíssimos recursos de que dispunha, fotos que
retratavam, para a posteridade, fl agrantes muito especiais. Aquele sujeito
circunspecto, todo paramentado, a mocinha casadoira, a família reunida
durante um passeio, o casal enamorado, momentos que se esvaem na
poeira dos anos.
Com a evolução tecnológica e a pressa de hoje, sobrevivem raros
lambes-lambes, sobretudo nas pequenas cidades do interior, fazendo
apenas retratos tipo 3x4 para documentos.
Mas por que era chamado de lambe-lambe? “Lamber” vem do latim
lambere, com o mesmo signifi cado que conhecemos. O curioso nome
tem origem num gesto comum no antigo exercício da profi ssão. É que
o fotógrafo usava a saliva, lambia o material sensível para marcar
e identifi car de que lado estava a emulsão química usada para fi xar a
imagem no papel ou chapa, e não colocá-lo do lado errado na hora bater
a fotografi a.
(...)
Língua Portuguesa. Ano II. Número 20. 2007. p.65.
(P09157SI) Esse texto trata
A) da origem do nome lambe-lambe.
B) da nova tecnologia usada nas fotos.
C) da profi ssão de fotógrafo do passado.
D) dos materiais usados em foto antiga.
E) dos momentos gravados nas fotos.

Leia o texto abaixo.
PARE DE FUMAR
O hábito de fumar pode ser considerado uma toxicomania? Se defi nirmos a
toximania como “uma tendência irresistível de consumir uma substância tóxica”,
o fumante inveterado deve ser classifi cado como um toxicômano.
Foram os espanhóis, no século XVI, que introduziram o tabaco na Europa,
a princípio consumido por soldados e marinheiros, que mascavam a erva e
fumavam em cachimbo. No início do século XX, o hábito de fumar difundiu-se por
todos os países, em todos os níveis sociais, tornando-se autêntica toxicomania,
apesar das advertências dos males que seu uso poderia provocar. É uma droga
que mata.
A diferença entre as toxicomanias clássicas (cocaína, heroína, morfi na,
maconha, anfetaminas, álcool) está no fato de que o tabaco não modifi ca a
personalidade do usuário e, embora possa produzir efeitos estimulantes ou
relaxantes, jamais afeta o equilíbrio mental. O uso continuado causa efeitos
orgânicos irreversíveis, que são letais, e o índice de mortalidade é proporcional
ao número de cigarros consumidos, sobretudo na faixa etária entre os 45 e 50
anos de idade.
A sociedade tem pago um tributo elevadíssimo pelo hábito de fumar: mortes
prematuras, doenças crônicas incapacitantes, diminuição de rendimento no
trabalho.
Nelson Senise, JB, 8/9/92, 1* CADERNO, P. 11
(P11198SI) O texto tem como tema
A) as doenças crônicas.
B) as vantagens do fumo.
C) o fumo como toxicomania.
D) a história do fumo.
E) as toxicomanias clássicas. D2. Localizar informações explícitas em um texto
As informações a que essa habilidade se refere podem ser localizadas a partir de marcas textuais. Um leitor
competente e atento às pistas do texto é capaz de localizar uma informação dada explicitamente ou em
forma de paráfrase.
O grau de complexidade dessa tarefa pode estar associado à localização da informação no texto (início,
meio, fim), extensão do texto e o fato de a informação estar explicitamente dada na base textual ou sob
forma de paráfrase.
Veja o exemplo de um item que avalia essa habilidade no 9o ano EF.
Leia o texto abaixo.
Por que milho não vira pipoca?
Não importa a maneira de
fazer pipoca. Sempre que se
chega ao fi nal do saquinho,
lá estão os duros e ruidosos
grãos de milho que não
estouraram. Essas bolinhas
irritantes, que já deixaram
muitos dentistas ocupados,
estão com os dias contados.
Cientistas norte-americanos
dizem que agora sabem, por
que alguns grãos de milho de
pipoca resistem ao estouro.
Há algum tempo já se sabe
que o milho de pipoca precisa
de umidade no seu núcleo de
amido, cerca de 15%, para
explodir. Mas pesquisadores
da Universidade Purdue
descobriram que a chave para
um bem–sucedido estouro do
milho está na casca.
“ Se muita
umidade
escapar, o
milho perde
a habilidade
de estourar e
apenas fi ca
ali
” Bruce Hamaker,
professor de química
alimentar
É indispensável uma
excelente estrutura de casca
para que o milho vire pipoca.
“Se muita umidade escapar,
o milho perde a habilidade
de estourar e apenas fi ca
ali”, explica Bruce Hamaker,
um professor de química
alimentar da Purdue.
Estado de Minas. 25 de abril de 2005.
(P09107SI) Para o milho estourar e virar pipoca é preciso que
A) a casca seja mais úmida que o núcleo.
B) a casca evite perda de umidade do núcleo.
C) o núcleo de amido estoure bem devagar.
D) o núcleo seja mais transparente que a casca.
E) a casca seja mais amarela que o núcleo.

Leia o texto abaixo e responda às questões.
Hierarquia
Diz que um leão enorme ia andando chateado, não muito rei dos animais,
porque tinha acabado de brigar com a mulher e esta lhe dissera poucas e boas.
Ainda com as palavras da mulher o aborrecendo, o leão subitamente se defrontou
com um pequeno rato, o ratinho menor que ele já tinha visto. Pisou-lhe a cauda
e, enquanto o rato forçava inutilmente para fugir, o leão gritou: “Miserável criatura,
estúpida, ínfi ma, vil, torpe: não conheço na criação nada mais insignifi cante
e nojenta. Vou te deixar com vida apenas para que você possa sofrer toda a
humilhação do que lhe disse, você, desgraçado, inferior, mesquinho, rato!” E
soltou-o. O rato correu o mais que pôde, mas, quando já estava a salvo, gritou
pro leão: “Será que Vossa Excelência poderia escrever isso pra mim? Vou me
encontrar agora mesmo com uma lesma que eu conheço e quero repetir isso pra
ela com as mesmas palavras!”
MORAL: Afi nal, ninguém é tão inferior assim.
SUBMORAL: Nem tão superior, por falar nisso.
Millôr Fernandes. Fábulas fabulosas. Rio de Janeiro: Nórdica, 1985.
(P11528SI) Ao encontrar um ratinho, o leão aproveitou a oportunidade para
A) amedrontar o pobre rato.
B) descarregar a sua raiva.
C) mostrar sua autoridade.
D) usar um vocabulário difícil.
E) vingar-se de sua mulher.

D3- Inferir informações implícitas em um texto
Diversas informações, em um texto, não são apresentadas na base textual, mas podem ser
pressupostas, a partir de pistas do texto.
Por meio de itens relativos a esse descritor, avalia-se a capacidade de buscar, nas entrelinhas, os
sentidos do texto a partir da articulação das proposições explícitas e do conhecimento de mundo
do leitor.
Veja um item que avalia essa habilidade no 9º ano do EF.
Leia o texto abaixo.
O Feitiço do sapo
Eva Furnari
Todo lugar sempre tem um doido. Piririca da Serra tem Zóio. Ele é um sujeito
cheio de idéias, fi ca horas falando e anda pra cima e pra baixo, numa bicicleta pra
lá de doida, que só falta voar. O povo da cidade conta mais de mil casos de Zóio,
e acha que tudo acontece, coitado, por causa da sua sincera mania de fazer “boas
ações”. Outro dia, Zóio estava passando em frente à casa de Carmela, quando a
ouviu cantar uma bela e triste canção. Zóio parou e pensou: que pena, uma moça
tão bonita, de voz tão doce, fi car assim triste e sem apetite de tanto esperar um
príncipe encantado. Isto não era justo. Achou que poderia ajudar Carmela a realizar
seu sonho e tinha certeza de que justamente ele era a pessoa certa para isso. Zóio
se pôs a imaginar como iria achar um príncipe para Carmela. Pensou muito para
encontrar uma solução e fi nalmente teve uma grande idéia de jerico: foi até a beira
do rio, pegou um sapo verde e colocou-o numa caixa bem na porta da casa dela.
FURNARI, Eva. O feitiço do sapo. São Paulo: Editora Ática, 2006, p. 4 e 5. Fragmento.
(P04471SI) A intenção de Zóio ao colocar um sapo na porta da casa de Carmela foi
A) ajudá-la a encontrar um príncipe encantado.
B) ajudá-la a cantar com voz mais doce ainda.
C) encontrar alguém para cuidar do sapo que vivia no rio.
D) fazer uma surpresa, dando-lhe um sapo de presente.

A seguir, um item utilizado para avaliar essa habilidade no 3o ano EM.
Leia o texto abaixo.
Morte e vida severina
(Fragmento)
– O meu nome é Severino,
como não tenho outro de pia.
Como há muitos Severinos,
que é santo de romaria,
deram então de me chamar
Severino de Maria;
como há muitos Severinos
com mães chamadas Maria,
fi quei sendo o da Maria
do fi nado Zacarias.
Mas isso ainda diz pouco:
há muitos na freguesia,
por causa de um coronel
que se chamou Zacarias
e que foi o mais antigo
senhor desta sesmaria.
Como então dizer quem fala
ora a Vossas Senhorias?
Vejamos: é o Severino
da Maria do Zacarias,
lá da serra da Costela,
limites da Paraíba.
MELO NETO, João Cabral de. Morte e vida Severina e outros poemas em voz alta. 34a ed, Rio de Janeiro:
Editora Nova Fronteira, 1994.
(P11523SI) Com base nesse fragmento do poema, pode-se afi rmar que o narrador
A) fala de sua mãe.
B) explica ao leitor quem é.
C) indica para onde quer ir.
D) fala sobre todos os bens.
E) diz o nome de batismo.

D5- Inferir o sentido de uma palavra ou expressão
Observe o exemplo de um item que avalia essa habilidade no 9º ano do EF.
Leia o texto abaixo.
(P08251SI) O uso da expressão “fi nalmente”, no primeiro quadrinho, indica que a
arrumação foi
A) completa.
B) corrida.
C) demorada.
D) mal feita.

D10- Distinguir um fato da opinião relativa a esse fato
A seguir, um item que avalia essa habilidade no 9º ano do EF.

Leia o texto abaixo.
Deitada na calçada, Dona Belarmina, 71 anos, parece até serena, quase
adormecida embaixo do cobertor quadriculado, a cabeça apoiada em pedaços
dobrados de papelão, que lhe servem também de colchão. Ainda é cedo, oito da
noite, e o movimento de carros e pessoas é intenso. Ninguém presta atenção.
“Já perdi tudo, até a vergonha”, diz a voz quase inaudível. Perdeu a família,
que lhe virou as costas quando se tornou um peso difícil de se sustentar. Perdeu
as condições de trabalhar “Eu era uma mulher trabalhadeira.” Perdeu o interesse
pela vida. Não sabe quem é o Presidente da República, nem o Governador, nem o
Prefeito. “E eles sabem que eu existo? Ninguém sabe nem que eu estou viva!”
Jornal do Brasil. Rio de Janeiro, 4 jun. 2000. p.4.
(P11325SI) Em qual das citações abaixo está expressa uma opinião do jornalista, autor
do texto?
A) “Dona Belarmina, 71 anos,...”
B) “Ainda é cedo, oito da noite,...”
C) ...parece até serena, quase adormecida...”
D) “a cabeça apoiada em pedaços de papelão,...”
E) “...o movimento de carros e pessoas é intenso.”

D6. Identificar o gênero de um texto
A seguir, veja um item que avalia essa habilidade no 3º ano EM.

Leia o texto abaixo.
Eureka: no Pólo descobri a terra
Acordamos às 6 h do dia 20 de abril para ir a Iqaluit. Às 8 h já tínhamos
lotado o ônibus com algumas toneladas de material e em poucos minutos
estávamos no aeroporto. Partimos às 10 h.
Enquanto voávamos na direção norte, olhando da janela do avião, vimos o
terreno mudar constantemente. O número de árvores diminuía cada vez mais,
os lagos iam fi cando congelados e o solo, branco de neve.
Depois de três horas de vôo, descemos em Iqaluit, uma cidade de 3 mil
habitantes, antigamente um povoado de esquimós.
Anne D’Heursel. Eureka: no Pólo descobri a terra. São Paulo, FTD, 1992. Fragmento.
(P11515SI) Esse texto pertence ao gênero
A) carta.
B) conto.
C) crônica.
D) relato.
E) sinopse.

D7- Identificar a função de textos de diferentes gêneros
A seguir, veja um item que avalia essa habilidade no 9º ano EF.
Leia o texto abaixo.
ANÚNCIO: ASTRA ANO 2002
Expression, prata, duvido igual!
estado de zero. R$27.000,00.
Urgente. Tratar: 2222-22-22
(P04442SI) Para que serve esse texto?
A) Contar uma história.
B) Dar um aviso.
C) Dar uma notícia.
D) Vender um produto.

D8- Interpretar texto que conjuga linguagem verbal e
não-verbal
A seguir, o exemplo de um item que avalia essa habilidade no 9o ano do EF.

(P09001CD) De acordo com o mapa pode-se concluir que
A) vai chover em todo o estado de Minas, durante a semana.
B) todo o estado estará sujeito a pancadas violentas de chuva.
C) na maior parte do estado predomina tempo aberto com sol.
D) na maior parte do estado predomina tempo semi-nublado.
E) vai chover apenas na região Sul e Zona da Mata.

Veja o exemplo de um item que avalia essa habilidade no 3º ano do EM.

Leia o texto abaixo e responda à questão.
(P11543SI) Com base nessa tirinha, pode-se afi rmar que a menina
A) achou que a notícia que ouvia em inglês era sobre invasão.
B) costumava assistir todos os dias às aulas de inglês pelo rádio.
C) entendeu de forma correta toda a aula o que ouviu em inglês.
D) fazia sempre tradução simultânea do inglês para o português.
E) tinha o hábito de ouvir músicas e notícias, em inglês, pelo rádio.

TóPICO III
RELAÇÃO ENTRE TEXTOS
Na Matriz de 9º ano EF e do 3º ano EM, há apenas dois descritores para avaliar essa habilidade, os
quais veremos a seguir.
D18. Reconhecer posições distintas entre duas ou mais
opiniões relativas ao mesmo fato ou ao mesmo tema
Leia o texto abaixo.
SER FELIZ
TEXTO 1
“SER FELIZ É SABER APRECIAR AS COISAS
LINDAS QUE A VIDA OFERECE. E É IMPORTANTE
TER CONSCIÊNCIA DE QUE A NOSSA PERCEPÇÃO
INTERNA DIMENSIONA O EXTERNO – É ISSO QUE
NOS FAZ SENTIR PRAZER EM COZINHAR, COMPOR,
CANTAR, PARTILHAR AS COISAS BOAS... ISSO
FICA MAIS FÁCIL QUANDO PERCEBEMOS NOSSOS
EQUÍVOCOS E CONSEGUIMOS TOMAR O CONTROLE
DO BARCO. MINHA FELICIDADE NÃO PODE
DEPENDER DE NINGUÉM QUE NÃO SEJA EU MESMA
E, PARA ISSO, É FUNDAMENTAL ME LIBERTAR DO
ENTULHO E BUSCAR OS MEUS PRÓPRIOS FLUXOS.
AS SITUAÇÕES DIFÍCEIS NOS FAZEM VALORIZAR
AS PEQUENAS CONQUISTAS DO COTIDIANO E A
MATURIDADE TRAZ EQUILÍBRIO, AUTO-ESTIMA,
COMPAIXÃO, MUITAS CONQUISTAS PESSOAIS
IMPORTANTES.”
Wanderléia, 58 anos, cantora.
TEXTO 2
“SE FELICIDADE FOR AUSÊNCIA DE PROBLEMAS,
NÃO EXISTE. SE FOR UM SENTIR-SE BEM NA
PRÓPRIA PELE, GOSTAR DA VIDA, QUERER VIVER,
ENTÃO EXISTE. É UMA QUESTÃO DE SER MAIS
OU MENOS AMARGURADO, OU MAIS AMOROSO
E ESPERANÇOSO. NO DIA-A-DIA BUSCO SER
TÃO FELIZ QUANTO POSSO... FIQUEI VIÚVA PELA
PRIMEIRA VEZ AOS QUARENTA E NOVE ANOS,
PELA SEGUNDA, AOS 57. CADA VEZ ACHEI
QUE TUDO TINHA TERMINADO, MAS CADA VEZ
OS FILHOS, OS AMIGOS, O TRABALHO E AS
PRÓPRIAS MEMÓRIAS BOAS DOS AMADOS QUE
TINHAM PARTIDO ME AJUDARAM A RENASCER
E QUERER, NÃO APENAS SOBREVIVER, MAS
VIVER.”
Lya Luft, 66 anos, escritora.
Revista Marie Claire, abril de 2005.
(P08295SI) Qual é a opinião comum às duas autoras?
A) As pessoas dependem de si mesmas para serem felizes.
B) As pessoas podem sobreviver a períodos de infelicidade.
C) A maturidade dá condições de as pessoas serem mais felizes.
D) A felicidade depende de as pessoas reconhecerem os próprios erros.


D20- Reconhecer diferentes formas de abordar uma
informação ao comparar textos que tratam do mesmo tema
A seguir, veja um item que avalia essa habilidade no 9º ano EF.
Leia o texto abaixo.
Texto I Texto II
A distribuição da água no mundo, no Brasil
e na Amazônia
(Fragmento)
O volume total de água na Terra não
aumenta nem diminui: é sempre o mesmo.
Hoje somos mais de 5 bilhões de pessoas que,
com outros seres vivos, repartem essa água. O
desenvolvimento do ser humano está em grande
parte relacionado à quantidade e à qualidade da
água.
Cada pessoa gasta por dia, em média,
40 litros de água: bebendo, tomando banho,
escovando os dentes, lavando as mãos antes
das refeições etc.
Apenas 0,7% do volume total de água da
Terra é formado por água potável, isto é, pronta
para o consumo humano. Hoje em dia, quase
2 bilhões de pessoas não dispõem de água
potável.
Hoje, 54% da água disponível anualmente
está sendo consumida, dos quais 2/3 na
agricultura. Em 2025, 70% será consumida,
apenas considerando o aumento da população.
Caso os padrões de consumo dos países
desenvolvidos forem estendidos à população
mundial, estaremos consumindo 90% da água
disponível.
www.iepa.ap.gov.br/ . Acesso 22/07/2007
Planeta água
Água que nasce na fonte serena do mundo
E que abre um profundo grotão
Água que faz inocente riacho e deságua na
corrente do ribeirão
Águas escuras dos rios que levam a fertilidade
ao sertão
Águas que banham aldeias e matam a sede
da população
Águas que caem das pedras no véu das
cascatas, ronco de trovão
E depois dormem tranqüilas no leito dos lagos,
no leito dos lagos
Água dos igarapés, onde Iara, a mãe d’água e
misteriosa canção
Água que o sol evapora, pro céu vai embora,
virar nuvem de algodão
Gotas de água da chuva, alegre arco–íris sobre
a plantação
Gotas de água da chuva, tão triste, são lágrimas
na inundação
Águas que movem moinhos são as mesmas
águas que encharcam o chão
E sempre voltam humildes pro fundo da terra,
pro fundo da terra
Terra, planeta água...
www.vagalume.com.br/guilherme–arantes/planeta–agua.html
(P08314SI) Esses dois textos falam da
A) água das indústrias.
B) água da população.
C) água no mundo.
D) água no banho.

Um comentário:

Anônimo disse...

alessandra, muito bacana o seu blog. Ajuda bastante!